Logo em seguida, o governo alemão, mais exatamente a Kraft durch Freude — um órgão político que controlava as atividades de lazer dos trabalhadores alemães (algo como os órgãos de serviço social da indústria, porém estatal) — construiu uma fábrica que produziria os carros próximo a Fallersleben. Nos arredores da fábrica, em uma região conhecida pelo antigo Castelo de Wolfsburg, foi criada uma cidade planejada para abrigar os operários da KdF, batizada Stadt des KdF-Wagen bei Fallersleben (cidade da KdF-Wagen em Fallersleben). O problema é que a fábrica foi concluída pouco antes da Segunda Guerra, e quando o conflito finalmente estourou em 1939, em vez de fazer carros populares para os 340.000 alemães que depositaram seus pagamentos semanais de cinco marcos, a fábrica começou a produzir veículos militares para a Guerra. Entre 1939 e 1945 a fábrica produziu somente o Kübelwagen (abaixo), o Schwimmwagen e o Kommandeurwagen — três modelos militares derivados do projeto do Fusca, ou melhor, do KdF-Wagen.
Entre as fábricas de máquinas de guerra estava esta fábrica da KdF. Em 1945, o major Ivan Hirst, do corpo militar de engenheiros eletricistas e mecânicos do Exército Britânico (Corps of Royal Electrical and Mechanical Engineers), foi encarregado de ir até a região junto com o coronel Charles Radclyffe verificar se havia restado algo da fábrica a ser recuperado. Àquela altura, a cidade já havia sido rebatizada com o nome do castelo: Wolfsburg.
| Ivan Hirst é o da direita |
Durante a Guerra, a fábrica havia sido bombardeada três vezes, e por isso ela já não tinha mais janelas e os porões estavam inundados. O maquinário, contudo, estava intacto, pois boa parte havia sido escondida em galpões afastados da vila dos trabalhadores. A ideia inicial era desmanchar a fábrica e levar o maquinário para a Inglaterra como reparação de guerra, mas durante a missão, Hirst também encontrou um protótipo do KdF-Wagen, e percebeu que havia material e maquinário suficientes para começar a produção do carro.
| Hirst ao volante do 1.000º Volkswagen |
Hirst se manteve à frente da fábrica até 1949. Àquela altura a Volkswagen já tinha também uma rede de concessionários e exportava seu carro para diversos países — incluindo a Inglaterra e, mais tarde, os EUA. O Fusca acabou se tornando um sucesso mundial e um dos maiores símbolos da indústria alemã, e foi produzido por 58 anos até 2003, quando a última unidade do “Vocho” foi produzida em Puebla, no México. Mas você ainda pode encontrá-lo por aí, circulando bravamente como se o tempo não tivesse passado para ele.
Fonte: http://www.flatout.com.br/o-nascimento-do-fusca-como-um-militar-ingles-criou-a-volkswagen-apos-o-fim-da-guerra/
Fonte: http://www.flatout.com.br/o-nascimento-do-fusca-como-um-militar-ingles-criou-a-volkswagen-apos-o-fim-da-guerra/
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